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A Apple sempre soube criar produtos que chamam a atenção. Mas, de tempos em tempos, ela lança algo que realmente faz todo mundo parar para olhar. O novo iPhone Air é exatamente isso.
Depois de anos com designs parecidos, a empresa de Cupertino decidiu apostar em algo novo, ousado e, acima de tudo, incrivelmente fino. Em nosso review do iPhone Air, passamos um tempo com o aparelho para descobrir se essa nova aposta é apenas um rostinho bonito ou se ele realmente entrega uma experiência completa.
Desde o primeiro momento em que peguei o iPhone Air, a sensação foi de surpresa. Ele é tão leve e fino que parece quase impossível. Com apenas 5,64 mm de espessura e 165 gramas, ele simplesmente desaparece no bolso, algo que não se pode dizer da maioria dos celulares topo de linha hoje em dia.
Mas a grande pergunta é: para criar um celular tão fino, do que a Apple teve que abrir mão? Será que a bateria aguenta o tranco? E essa câmera única na traseira dá conta do recado? Continue lendo para descobrir tudo.
O design do iPhone Air: amor à primeira vista
É impossível começar a falar do iPhone Air sem gastar um bom tempo no seu visual. A Apple acertou em cheio ao focar na ergonomia, ou seja, na forma como o celular se encaixa na sua mão.
Ele é confortável de segurar por horas, sem cansar o dedo mindinho que usamos de apoio, um alívio para quem está acostumado com os “tijolões” modernos.
A empresa usou materiais nobres, como titânio nas laterais e o vidro Ceramic Shield (que ela diz ser mais resistente) na frente e atrás, para garantir que ele não seja apenas bonito, mas também durão.

Fino, leve e surpreendentemente resistente
Muitos podem pensar que um celular tão fino seria frágil, mas não foi o que os testes mostraram. Nos materiais que analisamos, o aparelho sobreviveu a quedas em piso de concreto e a testes de pressão que simulavam mais de 50 quilos de força, sem dobrar ou quebrar.
Ele também tem certificação IP68, o que significa que aguenta poeira e até um mergulho na água sem problemas. Isso traz uma tranquilidade, especialmente para quem, como eu, gosta de usar o celular sem capinha para sentir o acabamento original.
Um detalhe interessante é que, apesar de muitos rumores apontarem para um “iPhone 17 Air”, a Apple decidiu lançá-lo como uma nova categoria, o iPhone Air, separado da linha principal.
Ele está disponível em quatro cores bem elegantes: Sky Blue (um azul-celeste bem clarinho), Light Gold (dourado), Cloud White (branco) e Space Black (preto-espacial).
Detalhes que fazem a diferença
Pequenos ajustes foram feitos para tudo caber nesse corpinho. O botão de controle da câmera, por exemplo, foi redesenhado e ficou mais fino.
Para economizar espaço, a Apple também removeu a bandeja para chip físico; o iPhone Air funciona apenas com eSIM (o chip eletrônico) em todo o mundo.
A protuberância da câmera, que a Apple agora chama de “plateau” (planalto), é discreta e abriga não só a lente, mas também muitos dos componentes internos, como o processador.
Tela: um show de imagem e fluidez
A tela é, sem dúvida, um dos pontos altos do iPhone Air. Com 6,5 polegadas, ela é um pouco maior que a do iPhone 17, o que dá mais espaço para textos, vídeos e jogos.
É um painel OLED de altíssima qualidade, com cores vibrantes e pretos perfeitos. Mas o que realmente se destaca é a tecnologia ProMotion, que finalmente chegou a todos os modelos da linha.

Isso significa que a tela atualiza 120 vezes por segundo, o dobro do normal. Na prática, tudo fica mais suave e gostoso de usar, desde rolar o feed do Instagram até jogar games de ação.
A tela também tem um brilho muito forte, chegando a 3.000 nits, o que facilita enxergar tudo mesmo debaixo de sol forte. E, claro, a função Always-On Display (Tela Sempre Ativa) está presente, permitindo ver a hora e as notificações sem precisar ligar o aparelho.
Câmeras: o ponto do sacrifício
É aqui que o design ultrafino cobra seu preço. Para deixar o iPhone Air tão esbelto, a Apple optou por colocar apenas uma câmera na parte de trás.
Sim, apenas uma lente de 48 megapixels. Se você é do tipo que adora fotografia e não vive sem uma lente ultrawide para paisagens ou uma lente teleobjetiva para dar zoom, este celular provavelmente não é para você.
A falta de uma segunda lente também significa que ele não grava vídeos no modo Cinema, aquele que desfoca o fundo de forma profissional.

Uma câmera única, mas poderosa
Apesar da limitação, a câmera principal não decepciona. Ela tira fotos excelentes, com cores naturais, muitos detalhes e um bom equilíbrio entre luz e sombra.
O modo retrato, que desfoca o fundo, funciona de forma impressionante, criando um efeito profissional mesmo sem uma segunda lente para ajudar.
Para o dia a dia, para registrar momentos com a família e amigos ou para postar nas redes sociais, a qualidade é mais do que suficiente. Ela também consegue dar um zoom digital de 2x com boa qualidade, mas qualquer coisa além disso já começa a perder nitidez.
Câmera de selfie inteligente e novos recursos
Na frente, a história é outra. A câmera de selfie de 18 megapixels ganhou um recurso muito bacana chamado Center Stage. Ele usa inteligência artificial para ajustar o enquadramento automaticamente.
Se mais pessoas entram na foto, a câmera abre o ângulo para caber todo mundo, sem que você precise mexer o celular. É algo que já existia nos iPads e que é muito bem-vindo no iPhone.
Outra novidade divertida é o Dual Capture, que permite gravar com a câmera frontal e a traseira ao mesmo tempo. É perfeito para registrar um show, mostrando a banda no palco e a sua reação na plateia, tudo no mesmo vídeo.
Desempenho: rápido e esquentadinho
Por dentro, o iPhone Air vem equipado com o chip A19 Pro. É um processador extremamente rápido, que roda qualquer aplicativo ou jogo sem engasgar.
No uso diário, com redes sociais, e-mails, vídeos e chamadas, o desempenho é impecável. A Apple colocou uma versão do chip Pro aqui para ajudar a controlar a temperatura, mas parece que não foi suficiente.

Vários relatos indicam que o aparelho pode esquentar, principalmente na região perto da câmera, durante tarefas pesadas como jogos ou ao carregar a bateria rapidamente.
Não é algo que chegue a queimar a mão, mas é perceptível e um case pode ajudar a diminuir essa sensação. Para quem usa o celular para tarefas básicas, o calor não será um problema, mas os gamers de plantão precisam ficar atentos.
Bateria do iPhone Air: aguenta um dia de trabalho?
A bateria do iPhone Air era a maior preocupação de todos. Afinal, como colocar uma bateria grande em um corpo tão fino? A Apple conseguiu um feito de engenharia, mas milagres não existem.
A duração da bateria é decente, mas não espetacular. Na maioria dos testes, ela aguenta um dia de trabalho, algo entre 6 e 8 horas de uso. Em dias de uso mais leve, principalmente no Wi-Fi, é possível chegar ao final da noite com um pouco de carga.

No entanto, se você é um usuário mais exigente, que usa muito a rede móvel, joga, tira muitas fotos e assiste a vídeos, provavelmente vai precisar de uma recarga no final da tarde.
Sabendo disso, a Apple lançou uma bateria externa MagSafe, vendida separadamente pelo preço de R$ 1.079,10, que se encaixa perfeitamente no design fino do Air e garante cerca de 65% de carga extra.
Outro ponto negativo é a velocidade de carregamento. O iPhone Air carrega a apenas 20 watts, enquanto seus irmãos da linha 17 chegam a 40 watts. Isso significa que uma carga completa de 0 a 100% leva cerca de uma hora e meia, o que é lento para um celular dessa faixa de preço.
Software: o charme do iOS 26 “Liquid Glass”
O iPhone Air já vem de fábrica com o iOS 26, a versão mais recente do sistema da Apple. A grande novidade visual é o “Liquid Glass” (Vidro Líquido), um efeito de transparência e refração que aparece nas notificações e menus, dando uma sensação de profundidade. É um visual que combina perfeitamente com o design de “puro vidro” do aparelho.
Além do visual, o iOS 26, sobre o qual já falamos em um artigo sobre suas 5 novidades para testar, traz melhorias úteis. No iMessage, agora é possível colocar papéis de parede personalizados nas conversas e criar enquetes em grupos.
O aplicativo Telefone foi redesenhado e ganhou funções inteligentes, como a capacidade de transcrever o motivo de uma ligação de um número desconhecido antes de você atender. A “Inteligência Visual” também foi aprimorada, mas a grande revolução da Siri com IA ainda não chegou.
Vale a pena comprar o iPhone Air?
Chegamos à pergunta final: o preço do iPhone Air, que começa em R$ 8.500,00 para a versão de 256GB, se justifica? A resposta depende inteiramente do que você valoriza em um smartphone.
O iPhone Air é um aparelho de nicho. Ele não é o melhor iPhone em bateria nem em câmeras. O que ele oferece é uma experiência única de design e portabilidade.
É um celular para quem está cansado de aparelhos pesados e grossos e quer algo que seja bonito, elegante e extremamente confortável de usar.
Ele troca a versatilidade fotográfica e a autonomia de bateria de um modelo Pro por um design que é uma verdadeira obra de arte. É uma declaração de estilo. Se você se encaixa nesse perfil, a decisão de comprar o iPhone Air pode fazer todo o sentido.
Compre o iPhone Air se você…
- Prioriza design e conforto acima de tudo: Ele é incrivelmente fino, leve e gostoso de usar.
- Quer uma tela grande e de alta qualidade: O painel de 6,5 polegadas com 120Hz é um dos melhores do mercado.
- Busca uma experiência de uso premium e fluida: O chip A19 Pro e o iOS 26 garantem um desempenho de ponta para o dia a dia.
Não compre o iPhone Air se você…
- É um entusiasta de fotografia: A câmera única é boa, mas a falta de lentes ultrawide e teleobjetiva é uma grande limitação.
- Precisa de bateria para o dia todo (e mais um pouco): Usuários intensos vão sofrer e provavelmente precisarão da bateria externa.
- Joga games pesados por horas: O aquecimento pode ser um incômodo e o desempenho não é tão otimizado para jogos quanto nos modelos Pro.
Vale a pena comprar o iPhone Air?
O iPhone Air não é um celular para todos, e a Apple parece saber disso. Ele representa uma nova direção, um foco quase obsessivo no design e na experiência de ter um aparelho que é uma pena em suas mãos. É um celular que impressiona antes mesmo de você ligar a tela. No entanto, essa busca pela fineza extrema exigiu sacrifícios que não podem ser ignorados, especialmente em uma faixa de preço tão elevada.
Ele se posiciona como um “Pro” de design, trocando a versatilidade de câmeras e a longevidade da bateria, características da linha Pro tradicional, por uma estética e ergonomia inigualáveis. A decisão de compra, portanto, se resume a uma escolha pessoal: você prefere um canivete suíço tecnológico ou uma obra de arte funcional? Se a sua resposta for a segunda opção, o iPhone Air pode ser o celular mais empolgante que a Apple lançou em anos.






