RESUMO
- A nova Siri, turbinada pelo Google Gemini, deve chegar com o iOS 26.4.
- Atualização promete finalmente cumprir as promessas de “consciência de tela” feitas em 2024.
- Parceria estratégica marca uma mudança de direção após saídas de executivos e desafios internos na Apple.
- Uma versão ainda mais robusta, estilo chatbot, é esperada para a WWDC em junho.
Se você tem a sensação de que a Apple prometeu uma revolução na inteligência artificial e nos deixou esperando na linha, você não está sozinho. Mas, ao que tudo indica, o silêncio está prestes a acabar.
Segundo novas informações de bastidores, a Apple deve lançar a Siri com IA Gemini em fevereiro de 2026, marcando o primeiro fruto concreto da histórica — e improvável — parceria com o Google.
De acordo com Mark Gurman, da Bloomberg, a gigante de Cupertino planeja revelar essa nova versão da assistente na segunda metade do mês que vem.
Não estamos falando apenas de uma mudança cosmética; trata-se de um transplante de cérebro para a Siri, que passará a utilizar os modelos Gemini do Google para processar tarefas complexas.
O que muda no seu iPhone (iOS 26.4)
A atualização deve chegar em fase beta em fevereiro, com lançamento público previsto para março ou abril, junto ao iOS 26.4. A grande promessa aqui é a funcionalidade.
Lembra-se daquelas demonstrações ambiciosas de junho de 2024, onde a Siri entendia o que estava na sua tela e cruzava dados pessoais? Pois é, relatórios indicam que essa versão será a primeira a realmente entregar isso.
Para tornar isso possível, a Apple não está economizando em poder de fogo. A empresa planeja implantar um modelo personalizado do Gemini com 1,2 trilhão de parâmetros.
A arquitetura será híbrida:
- Tarefas simples: Processadas diretamente no dispositivo (on-device).
- Tarefas complexas: Enviadas para a “Private Apple Intelligence” na nuvem.
O interessante é que, embora a tecnologia base seja do Google, a Apple está chamando esses modelos internos de “Foundation Models version 10”, mantendo a aura de que a tecnologia é proprietária, mesmo rodando em infraestrutura alheia.
Por que a Apple precisou do Google?
Essa parceria é um reconhecimento tácito de que a estratégia interna da Apple encontrou barreiras intransponíveis. Durante 2025, a empresa lutou para colocar sua estratégia de IA nos trilhos.
Houve até momentos de tensão interna, com o executivo Mike Rockwell classificando relatórios negativos sobre o atraso da Apple como “besteira” (bulls–t) no verão passado.
No entanto, a realidade se impôs. A saída do chefe de IA da Apple, John Giannandrea, em dezembro de 2025, e sua substituição por alguém com expertise no Google e Microsoft, sinalizou a mudança de rumo.
A Apple precisava de um motor pronto e potente, e o Gemini foi a escolha para não ficar para trás na corrida contra a OpenAI e a própria Microsoft.
O futuro: um chatbot real no iOS 27
Se a atualização de fevereiro parece grande, o que está planejado para junho é ainda maior. Gurman aponta que, durante a Worldwide Developers Conference (WWDC), a Apple deve anunciar uma versão da Siri muito mais conversacional, nos moldes do ChatGPT.
Esta versão futura (provavelmente parte do iOS 27) deve rodar diretamente na infraestrutura de nuvem e TPUs do Google. Internamente chamada de “Foundation Models version 11”, espera-se que essa iteração seja competitiva com o “Gemini 3”, capaz de:
- Gerar imagens e códigos.
- Resumir e analisar informações complexas.
- Controlar janelas abertas e configurações profundas do dispositivo.
O que ficou pelo caminho?
Nem tudo são flores nessa reestruturação. Para focar nesses lançamentos críticos, a Apple teve que sacrificar ou adiar outros projetos ambiciosos.
O recurso “World Knowledge Answers”, que visava transformar a Siri em uma enciclopédia direta para competir com o Perplexity, foi reduzido. Da mesma forma, a grande revisão de IA planejada para o navegador Safari — que avaliaria a confiabilidade de documentos e cruzaria fontes — e as novidades de IA para o Apple Health também estão em fluxo ou foram deixadas de lado por enquanto.
Por que isso importa para você?
No fim das contas, essa movimentação significa que o seu iPhone, que hoje pode parecer “burro” comparado a um dispositivo com as últimas versões do ChatGPT, está prestes a receber uma injeção de inteligência.
A Apple decidiu que é melhor usar o melhor motor disponível no mercado (Google) do que insistir em uma solução caseira que não estava pronta.
Resta saber se a integração será fluida o suficiente para manter a privacidade que a Apple tanto preza, enquanto utiliza os servidores de sua maior rival. Fevereiro nos dará a primeira resposta.

