O mercado de tecnologia foi sacudido por uma notícia bombástica: a OpenAI, a mente por trás do revolucionário ChatGPT, fechou uma parceria estratégica e multibilionária com a AMD.
O acordo prevê que a AMD se torne uma fornecedora essencial de chips de IA para a OpenAI, em um movimento que não apenas garante o poder de fogo para as futuras ambições da empresa de Sam Altman, mas também posiciona a AMD como uma concorrente de peso no quintal da Nvidia.
Poucas semanas depois de anunciar um acordo gigantesco com a Nvidia, a OpenAI mostra que está jogando em várias frentes, diversificando seus fornecedores para não depender de uma única empresa.
Mas este não é um acordo comum de compra e venda. Ele envolve bilhões de dólares, uma quantidade colossal de energia e até mesmo uma participação acionária.
O que essa aliança entre OpenAI e AMD significa na prática? Estamos prestes a ver uma nova guerra no mercado de semicondutores? Vem com a gente que o Estilo Tech destrincha todos os detalhes dessa parceria que promete redesenhar o futuro da inteligência artificial.
Uma parceria de dezenas de bilhões de dólares
Vamos direto aos números, porque eles são impressionantes. O acordo prevê que a AMD forneça à OpenAI o equivalente a 6 gigawatts de capacidade de computação.
Para você ter uma ideia do que isso significa, essa é a quantidade de energia necessária para abastecer todas as residências do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, ou milhões de casas aqui no Brasil. É um poder de processamento simplesmente colossal.
Essa infraestrutura será construída ao longo de vários anos e utilizará múltiplas gerações das GPUs (as placas de vídeo superpotentes) da linha Instinct da AMD.
O primeiro passo será a implementação de 1 gigawatt com os novos chips Instinct MI450, programada para começar no segundo semestre de 2026.
Em comunicado oficial, Sam Altman, o CEO da OpenAI, afirmou: “A liderança da AMD em chips de alta performance nos permitirá acelerar o progresso e trazer os benefícios da IA avançada para todos, mais rápido”.
Do outro lado, Lisa Su, a CEO da AMD, comemorou a parceria como uma união do “melhor da AMD e da OpenAI para criar um verdadeiro ganha-ganha”. O valor total do negócio é estimado em “dezenas de bilhões de dólares” para a AMD.

O acordo incomum: ações em troca de parceria
O que torna essa negociação ainda mais interessante é a sua estrutura nada convencional. A AMD não está investindo dinheiro diretamente na OpenAI.
Em vez disso, o acordo dá à OpenAI a opção de comprar até 160 milhões de ações da AMD por um preço simbólico de um centavo de dólar cada.
Calma, não é tão simples assim. Essas ações não podem ser compradas todas de uma vez. Elas serão liberadas em “tranches” (pacotes) à medida que a OpenAI for atingindo marcos específicos, como a implementação do primeiro gigawatt de chips de IA.
A liberação dos pacotes finais de ações está atrelada até mesmo a metas de valorização da própria AMD no mercado, com a última tranche sendo liberada apenas quando as ações da empresa atingirem o valor de 600 dólares.
O que isso significa? Na prática, a AMD está “pagando” com parte de seu futuro para garantir um cliente gigantesco e estratégico. Ao dar à OpenAI uma participação de até 10% na empresa, ela alinha os interesses de ambas as companhias.
Se a AMD crescer e suas ações valorizarem, a OpenAI também ganha. É uma aposta ousada para garantir um lugar ao sol no mercado de IA e uma forma criativa da OpenAI levantar capital para seus projetos faraônicos de data centers.
Desafiando o reinado da Nvidia
É impossível falar sobre chips de IA sem mencionar a Nvidia. A empresa é a rainha absoluta desse mercado, controlando cerca de 90% das vendas de GPUs para inteligência artificial.
Até agora, o único limite para o crescimento da Nvidia tem sido sua própria capacidade de fabricar chips suficientes para atender à demanda insaciável.
O acordo entre OpenAI e AMD é o movimento mais agressivo visto até hoje para desafiar essa soberania. Ao escolher a AMD como uma “parceira estratégica principal”, a OpenAI não apenas valida a tecnologia da empresa, como também força o mercado a olhar para a AMD como uma alternativa viável e poderosa à Nvidia.
A reação do mercado financeiro foi imediata: no dia do anúncio, as ações da AMD dispararam mais de 20%, enquanto as da Nvidia registraram uma leve queda. Foi um sinal claro de que os investidores entenderam o recado.
É importante lembrar que, há poucas semanas, a própria OpenAI fechou um acordo ainda maior com a Nvidia, de até 100 bilhões de dólares para 10 gigawatts de capacidade.
Isso mostra que a estratégia da OpenAI não é trocar um fornecedor pelo outro, mas sim garantir o máximo de poder de computação possível, de onde quer que ele venha.
A empresa está em uma corrida para construir a infraestrutura necessária para o próximo salto da IA, e para isso, precisa de todos os chips que conseguir comprar.
A briga promete ser boa. Com a AMD entrando forte no jogo, a competição no mercado de chips de IA vai esquentar, o que pode levar a mais inovação e, quem sabe, a uma queda nos preços no futuro. Para a OpenAI, a vitória já é certa: ela terá o poder de fogo de dois gigantes da tecnologia para alimentar suas criações.