- ✔O novo dobrável da Samsung deve saltar de 4.400 mAh para 5.000 mAh de capacidade.
- ✔Uma versão alternativa, chamada Galaxy Wide Fold, também está em testes com bateria de 4.900 mAh.
- ✔Apesar da melhoria interna, a marca sul-coreana fica bem atrás de concorrentes chineses como Honor e Oppo.
A Samsung é historicamente conhecida por adotar uma postura bastante conservadora quando o assunto é a bateria dos seus smartphones.
No entanto, informações recentes divulgadas pelo portal holandês Galaxy Club indicam uma mudança aguardada há anos.
Segundo os vazamentos, o Galaxy Z Fold 8 pode vir com upgrade de bateria que representará um marco na linha de dobráveis da marca.
A expectativa é que o dispositivo atinja a sonhada marca de 5.000 mAh de capacidade total, mudando a dinâmica de uso no dia a dia.
O maior salto da linha Fold
Para entender o impacto dessa novidade, é preciso olhar para o histórico recente da fabricante sul-coreana.
Desde o lançamento do Galaxy Z Fold 2 até o atual Galaxy Z Fold 7, a empresa manteve a bateria estagnada na casa dos 4.400 mAh.
Essa falta de evolução sempre gerou críticas severas entre os usuários mais exigentes e os entusiastas da tecnologia.
Agora, a arquitetura interna do novo Z Fold 8 deve abrigar duas células de energia distintas para equilibrar o peso do aparelho.
A primeira célula teria 2.369 mAh, enquanto a segunda contaria com 2.485 mAh de capacidade.
Somadas, elas entregam 4.854 mAh nominais, um valor que o departamento de marketing da empresa arredondará para os comerciais 5.000 mAh.
Galaxy Wide Fold também no radar
Além do modelo tradicional em formato de livro, a fabricante já testa componentes para uma variante chamada Galaxy Wide Fold.
Vazamentos da cadeia de suprimentos apontam que a Samsung avalia uma célula de energia específica de 2.393 mAh para este aparelho.
Com isso, a versão mais larga do dobrável deve chegar ao mercado global com uma capacidade total de aproximadamente 4.900 mAh.
Esses números confirmam rumores anteriores e mostram uma reestruturação completa no gerenciamento de energia da família Galaxy Z.
A concorrência chinesa (e a Apple) acelerou
Embora a chegada dos 5.000 mAh seja uma vitória comemorada pelos fãs da Samsung, a realidade do mercado global já é outra.
Marcas chinesas elevaram o padrão a níveis assustadores. O Honor Magic V6, por exemplo, oferece absurdos 6.660 mAh em sua versão global.
Na China, esse mesmo aparelho da Honor chega a bater 7.150 mAh, números impensáveis para a Samsung atualmente.
Já o futuro Oppo Find N6 tem previsão de chegar às prateleiras do varejo com robustos 6.000 mAh sob o capô.
Até mesmo a Apple, que costuma focar apenas em otimização de software, parece estar mudando as regras do seu próprio jogo.
Especula-se fortemente que o primeiro e aguardado “iPhone Fold” traga uma bateria variando entre 5.500 e 5.800 mAh.
O problema crítico do carregamento rápido
Se até a Maçã está adotando baterias maiores em seus projetos dobráveis, a pressão sobre a empresa sul-coreana aumenta drasticamente.
Ter uma bateria maior é excelente, mas o tempo que o usuário brasileiro passa preso à tomada é um fator de compra decisivo.
Atualmente, os dobráveis padrão da marca estão limitados a um carregamento de apenas 25W, considerado obsoleto para a categoria premium.
A esperança da comunidade tech é que a Samsung adote, no mínimo, os 45W já vistos no badalado Galaxy Z TriFold.
Caso o Galaxy Z Fold 8 chegue com 5.000 mAh mas mantenha o carregamento lento, a marca continuará sendo alvo fácil de críticas.
Num mercado onde a inovação não perdoa atrasos, a sul-coreana precisa provar que ainda dita as regras do segmento que ela mesma criou.

